Participe do IX Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, o II Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, o VI Fórum Latino-americano e do Caribe em HIV/Aids e DST e o V Fórum Comunitário. O evento será realizado de 28 a 31 de agosto de 2012, em São Paulo (SP), com o tema “Sistema de saúde, redes comunitárias e o desafio de fazer prevenção”. Para inscrição de trabalho preencha formulário disponível no site www.aids.gov.br/congressoprev2012. Auxílio – O prazo para solicitar bolsas para participar dos congressos e fóruns também vai até 15 de abril. Haverá ajuda integral (passagem, inscrição, hospedagem e alimentação) ou parcial (inscrição, hospedagem e alimentação). Será disponibilizada somente uma bolsa por trabalho aprovado, concedida sempre para o apresentador do trabalho aprovado (autor ou coautor). A data prevista para a divulgação dos nomes dos bolsistas é 21 de maio. Add Comment Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST 12/01/2011
Você sabia que podemos contrair algumas doenças pelo contato sexual? Muitas delas são capazes de causar problemas sérios de saúde. Por isso, precisamos conhecer melhor o nosso corpo e identificar sinais e sintomas caso eles apareçam. Deve-se ficar atento (a) se alguma mancha, vermelhidão, coceira, corrimento, bolhas ou ardência aparecer. Conhecer as características, o funcionamento e as necessidades do nosso corpo é uma maneira de nos proteger e de proteger o(a) outro(a). É muito importante reconhecer que dúvidas são naturais, afinal não sabemos de tudo. Durante uma relação sexual transmitimos e recebemos muitas coisas. Contudo, não trocamos apenas sensações, sentimentos - o nosso corpo possui substâncias, secreções e líquidos que também são passados para a outra pessoa. E é por aí que as doenças sexualmente transmissíveis, as chamadas DST, podem ser transmitidas. O profissional de saúde é a pessoa adequada para diferenciar os sinais e sintomas das DST, que podem ser parecidos entre si, ou com outras doenças ou ainda com processos normais do nosso corpo. As DST podem ser diagnosticadas e tratadas. Algumas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como a infertilidade, e até para a morte. O uso de medicamentos comprados na farmácia, embora seja um hábito comum, muitas vezes apenas contribui para mascarar os sinais e sintomas dessas doenças, dificultando o diagnóstico e o tratamento. Algumas DST são de fácil tratamento e de rápida resolução. Outras, contudo, têm tratamento mais prolongado ou podem persistir sem sintomas. Pode se contrair uma DST por meio de qualquer forma de relação sexual desprotegida, seja ela anal, oral ou vaginal, seja garoto com garoto, garota com garota ou garoto com garota. A transmissão das DST ocorre mesmo que a pessoa não apresente sintomas, também pode ocorrer da mulher grávida para o bebê durante a gestação, no momento do parto ou pela amamentação. Camisinha Em caso de relação sexual sem camisinha, ou de suspeita de se ter uma DST, procure atendimento profissional em um serviço de saúde para fazer o diagnóstico, realizar o tratamento completo e receber orientações referentes às formas de evitar a transmissão e, da importância de comunicar a situação ao parceiro (a) ou parceiros (as) sexual (is). Referência; Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Adolescentes e jovens para a educação entre pares : prevenção das DST, HIV e Aids / Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica – Brasília : Ministério da Saúde, 2011. Vejam no link a baixo a matéria feita pela Tv Bahia, No colégio Duque de Caxias, escola onde a companheira Lícia Rosa do GGE- Bahia. Na matéria mostra o seu trabalho em sala e os seus alunos falam da importância de se falar sobre sexualidade e a distribuição dos insumos de prevenção na escola. http://g1.globo.com/videos/bahia/v/projeto-de-distribuicao-de-preservativos-nas-escolas-publicas-divide-opinioes-em-salvador/1654144/ HEPATITES VIRAIS 04/30/2011
As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes agentes etiológicos que têm preferência pelo tecido hepático (vírus A, B, C, D, E). Sua importância é grande pelo número de pessoas atingidas e pela possibilidade de complicações das formas agudas (insuficiência hepática) e crônicas (cirrose e câncer de fígado). Os sintomas podem não estar presentes como nas hepatites B, C e D ou as pessoas podem apresentar cansaço, fadiga, dor no abdome direito, icterícia, colúria (urina cor de coca-cola) e acolia fecal (fezes esbranquiçadas). As hepatites A e E são transmitidas principalmente por via fecal-oral através de água e alimentos contaminados (frutas, verduras, mariscos e frutos do mar). Pode ser disseminada em locais com precárias infraestrutura de saneamento básico e de higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos. As crianças e os idosos são mais acometidos pela doença. Não há possibilidade de cronificação da doença. A vacina contra a hepatite A está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), para algumas situações especiais: crianças menores de 13 anos com HIV/Aids, adultos com HIV/Aids que sejam portadores do vírus da hepatite B (HBV) ou da hepatite C (HCV), imunodepressão terapêutica ou por doença imunodepressora (HIV/Aids), portadores crônicos do HBV e HCV, hepatopatias crônicas, coagulopatias, fibrose cística, hemoglobinopatias (anemia falciforme) etc. A hepatite B é transmitida principalmente por via sexual (esperma e secreção vaginal); parenteral (sangue e hemoderivados); instrumentos para uso de drogas injetáveis (cocaína, anabolizantes e complexos vitamínicos); inaláveis (canudos e cachimbos); lâminas de barbear e depilar, escovas de dentes, alicates de unha, material para colocação de piercing e tatuagens; acidentes por exposição a material biológico e procedimentos cirúrgicos, odontológicos e hemodiálise que não aplicam as normas de biossegurança; vertical (da mãe para o filho); domiciliar (pessoas que moram na mesma casa de um portador de hepatite B). O risco de cronificação da infecção é de 5% a 10% em adultos e de 70% a 90% em crianças. A medida mais eficaz de prevenção da infecção é a vacinação contra a hepatite B e o uso de preservativo. A hepatite C é transmitida principalmente por via parenteral (pouco frequente), sexual e vertical (raramente). A infecção é a maior responsável por cirrose e transplante de fígado. A cronificação ocorre em 70% a 85% dos casos. O vírus da hepatite D depende do vírus da hepatite B para se replicar. Os portadores crônicos inativos do vírus B são reservatórios importantes para a disseminação do vírus D em áreas de alta endemicidade - Amazônia Legal (Acre, Amazonas, parte do Pará, Roraima, Rondônia). Nas regiões nordeste, sudeste e Amazônia oriental, a infecção está ausente, porém os casos existentes podem ser procedentes da Amazônia Legal. As medidas mais eficazes para aprevenção das hepatites virais são: Ø a disseminação de informações sobre a doença é (informar sinais e sintomas, modos de transmissão, tratamento, complicações) pelos meios de comunicação (jornal, rádio e TV), feiras de saúde, reuniões comunitárias, seminários, distribuição de cartazes, fôlderes e cartilhas; Ø saneamento básico e higiene pessoal, da água e dos alimentos; Ø testagem sorológica nas unidades de saúde; Ø vacinação contra a hepatite B disponível em salas de vacina para menores de 24 anos e grupos vulneráveis - trabalhadores de saúde; gestantes, após o primeiro trimestre de gestação; vítimas de abuso sexual; coletadores de lixo hospitalar e domiciliar; doadores de sangue; bombeiros, policiais, carcereiros de delegacia e de penitenciária; portadores de DST; usuários de drogas injetáveis, inaláveis e pipadas; homens e mulheres que mantém relações sexuais com pessoas do mesmo sexo (HSH e MSM); lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT); pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas); manicures, pedicures e podólogos; populações de assentamentos, acampamentos e indígenas; comunicantes sexuais de portadores de HVB; profissionais do sexo/prostitutas; caminhoneiros; grupos de risco acrescidos (imunodeprimidos; pessoas infectadas com HIV; pessoas vivendo com Aids, hemofílicos; portadores de neoplasias, transplantados, doença autoimune etc.). O Programa Estadual para a Prevenção e Controle das Hepatites Virais (PEHV) foi implantado em 1998 e integra a estrutura da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) / Superintendência de Vigilância da Saúde (Suvisa). Em 21 de maio de 2010, a Organização Mundial de Saúde (OMS), durante a Assembléia Mundial de Saúde, instituiu 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais e reconheceu o impacto global das hepatites B e C que, juntas, matam um milhão de pessoas por ano no mundo. Os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) que prestam atendimento às pessoas com hepatites virais são definidos por critérios através de fluxo da rede por níveis de atendimento: Atenção Básica - Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Equipes de Agentes Comunitários de Saúde (EACS), Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e Equipes de Saúde da Família (ESF); Média Complexidade - Ambulatório Especializado/Hospital, Serviço de Assistência Especializada (SAE) e Centros de Referência; Alta Complexidade - Ambulatório de Especialidades/ Hospital Os exames sorológicos são realizados em laboratórios da rede municipal e/ou estadual, os de biologia molecular pelo Laboratório Central (Lacen) e os de biópsia hepática pelas Unidades de Referência Especializadas. www.aids.gov.br UNIDADES DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADAS EM HEPATITES VIRAIS Salvador CEDAP - Centro Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa Endereço: R. Comendador José Alves Ferreira, 240 - Garcia, Salvador - BA / (71) 3116-8867 HAN - Hospital Ana Nery Endereço: R. Saldanha Marinho s/n, Caixa D´Água - Salvador - BA / (71) 3117-1800 HCM - Hospital Couto Maia Endereço: R. Rio São Francisco s/n, Monte Serrat - Salvador - BA / (71) 3316-3084 HGRS - Hospital Geral Roberto Santos Endereço: R. Direta do Saboeiro s/nº - Cabula, Salvador - BA / (71) 3372-2856 HUPES -Hospital Universitário Professor Edgard Santos / Ambulatório Magalhães Neto Endereço: R. Pe. Feijó, s/nº - Canela, Salvador - BA / (71) 3283-8363 Semae -Serviço Municipal de Assistência Especializada (3º Centro de Saúde) Endereço: R. Lima e Silva, 217 – Liberdade, Salvador - BA / (71) 3611-4180 Barreiras SAE - Serviço de Assistência Especializada Edgar Pita Endereço:R. Funrural s/nº, Morada Nobre, Barreiras - BA / (77) 3613-9564 / 4191 Camaçari CRES - Centro de Referência Especializado em Saúde Endereço:R. Oito de Dezembro, 59, Centro, Camaçari - BA / (71) 3622-0949 Feira de Santana CSE - Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Leda Endereço:R. Germiniano Costa s/n, Centro, Feira de Santana - BA / (75) 3221-8001 lIhéus CTA/SAE - Centro de Testagem e Aconselhamento / Serviço Especializado de Assistência Endereço:Av. Canavieiras, 252, Centro, Canavieiras - BA / (73) 3633-5623 Ipiaú CS - Centro de Saúde Dr. Elvídio Antonio dos Santos Endereço:R. João Durval Carneiro s/nº, Santana, Ipiaú - BA / (73) 3531-7491 Itabuna CR - Centro de Referência Dr. Júlio Brito Endereço: R. Inácio Tosta Filho, 360, Centro, Itabuna - BA / (73) 3214-6129 Juazeiro CS - Centro de Saúde Dr. Altino Lemos Endereço:Av. Carmela Dutra, s/n, Angari, Juazeiro - BA (73) 3632-3750 / 3775 / 3776 Santo Antônio de Jesus SAE - Serviço Especializado de Assistência Viva Vida Endereço:Praça Pirajá s/nº, Centro, Santo Antônio de Jesus – BA / (75) 3632-1727 Senhor do Bonfim CTA/SAE - Centro de Testagem e Aconselhamento / Serviço Especializado de Assistência Endereço: Av. Antonio Vicente, 163, Centro, Senhor do Bonfim - BA (74) 3514-3312 Teixeira de Freitas CTA/SAE - Centro de Testagem e Aconselhamento / Serviço Especializado de Assistência Endereço: R. Rondônia, 103, Centro, Teixeira de Freitas - BA (73) 3011-2713 Vitória da Conquista CAAV - Centro de Atenção e Apoio à Vida Dr. David Capistrano Praça João Gonçalves s/nº, Vitória da Conquista - BA (77) 3424-8934 HQ SPE, uma das mais novas ferramentas para serem utilizados nas salas de aulas, traz de forma leve, tranquila e divertida as principais temáticas trabalhadas pelo SPE, em seis fascículos: Direitos sexuais e direitos reprodutivos, promoção da saúde, prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, do HIV e da AIDS, e a educação sobre álcool e outras drogas. Em cada fascículo podemos encontrar um ou dois temas a ser trabalhado com os adolescentes e jovens, com uma linguagem que eles entendem e gostam. Esse material tem a intenção de mostrar que a ação pode partir desses adolescentes e jovens e não apenas do professor. Além disso, conta com um guia para utilização desse material e que também disponibiliza outras ferramentas para realização de atividades em sala de aula. No primeiro fascículo, podemos ver como esses temas são vistos pela sociedade, e como são importantes para os jovens e adolescentes; e qual iniciativa deve ser tomada para que isso comece a ser trabalhado em sala de aula, além de mostrar como a discriminação acontece na escola e na nossa sociedade. O segundo traz o papel das adolescentes e jovens na prevenção no momento do ato sexual, e brinca com as várias personalidades que uma jovem passa para garantir que o seu namorado use a camisinha. E mostra outro jovem que não se preveniu e não tem nem noção do que esta acontecendo com o seu corpo, ou tão pouco como agir para encontrar tratamento, então ele busca um amigo para ajudá-lo. O terceiro abriu o discurso sobre a gravidez na adolescência, o papel da família e do parceiro com essa jovem como fica a cabeça de uma adolescente com essa nova responsabilidade na sua vida. Mostra também a dificuldade de aceitação e de compreensão das famílias e da sociedade sobre a escolha por uma orientação sexual que não é a “padrão”. O quarto mostra como funciona o “ficar” na cabeça dos jovens e também como é a vida de uma jovem vivendo com o vírus do HIV, isso tudo através do olhar de cada um dos participantes, de forma muito rica e esclarecedora. O quinto traz de forma divertida os risco e situações que podem acontecer em uma balada. O papel da bebida e das drogas na vida dos jovens. O sexto fascículo mostra o convívio de um casal homossexual e todas as situações que o envolve. Além do papel do professor motivador e o seu contentamento ao ver que as suas inquietações e provocações podem gerar um processo de construção muito rico. Essas Revistas e o manual estão disponíveis na nossa página de arquivos. TRACOMA E ESCOLA 03/29/2011
Tracoma é uma doença dos olhos, de caráter crônico, que afeta a conjuntiva e a córnea, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Infecções repetidas e não tratadas adequadamente podem provocar danos à visão, inclusive a cegueira. É importante diagnosticar o tracoma ativo o mais precocemente possível, tratar imediata e adequadamente para obter a cura e interromper a cadeia de transmissão. A principal forma de transmissão é a direta, de uma pessoa para outra, principalmente em ambientes coletivos como creches e escolas. A forma indireta ocorre por meio de objetos contaminados (toalhas, lenços, roupas de cama, material escolar) e alguns insetos podem atuar como vetores mecânicos, como as moscas doméstica e a lambe-olhos. Fatores como racionamento ou a falta de água, destino inadequado de dejetos, associados às deficientes condições sanitárias e de higiene propiciam a disseminação da doença. O tratamento do tracoma ativo é medicamentoso, à base de antibiótico, em dose única, sob prescrição médica, padronizado pelo Ministério da Saúde. A educação em saúde e os cuidados de higiene estão diretamente ligados à prevenção. Estudos revelam, por exemplo, que crianças que lavam o rosto com mais frequência, apresentam menor risco de desenvolver a doença. Como prevenção, é importante planejar e realizar atividades educativas na escola para divulgar a doença e trabalhar outras medidas como: lavar as mãos e o rosto várias vezes ao dia, não coçar os olhos, não usar lenços, toalhas e roupas de cama de outras pessoas, evitar dormir na mesma cama com várias pessoas, ter cuidado com o acondicionamento e destino adequado do lixo. Os profissionais de educação e saúde devem estar bem informados e preparados para realizar medida da acuidade visual, identificar precocemente casos prováveis de tracoma e encaminhar para Unidade de Saúde, a partir de sintomas, queixas ou sinais vermelhidão, lacrimejamento, sensação de areia no olho, ardor, intolerância à luz, coceira e secreção. Alguns indivíduos com tracoma ativo são assintomáticos, motivo pelo qual uma das estratégias utilizadas para detecção de casos positivos é a realização de busca ativa em escolas e creches, por profissionais de saúde habilitados. Não há necessidade de isolamento dos casos, por tratar-se de doença crônica e endêmica, portanto, os indivíduos com tracoma devem continuar a frequentar a escola, trabalho, pois se a doença está ocorrendo na região as pessoas foram expostas ao agente etiológico e o contágio, se houve, já ocorreu. www.saúde.gov.br Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) 03/17/2011
· 2003 - Lançamento do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas - SPE · 2007- Portaria institucionalizando o Grupo Gestor Estadual do SPE - Bahia O Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) tem como base de suas ações a integração entre saúde e educação. Esta proposta resulta da parceria entre o Ministério da Educação, o Ministério da Saúde, a Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), na perspectiva de transformar os contextos de vulnerabilidade que expõem o adolescente e o jovem à infecção pelo HIV/aids a outras doenças de transmissão sexual e à gravidez não planejada, reconhecendo-se sujeito integral como foco das diversas políticas públicas. O compromisso dos gestores, responsáveis pelas políticas públicas nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal) é fundamental para a implementação do projeto, bem como para a consolidação de política de prevenção e promoção da saúde nas escolas. Outro aspecto fundamental do projeto é o incentivo à articulação/integração entre as diferentes instâncias governamentais e as organizações da sociedade civil e a participação dos jovens em todas as etapas do projeto. O Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas leva em consideração a importância das ações em saúde sexual e saúde reprodutiva, realizadas nas diferentes regiões do país, assumindo que essa riqueza de experiências deve ser valorizada e potencializada na implementação do projeto. Visa, também, à superação de iniciativas pontuais e à geração de ações permanentes, inovadoras e integradas. Além disso, a possibilidade de inserir as diretrizes e estratégias do SPE no projeto político-pedagógico das escolas e incluir as unidades básicas de saúde (UBS) como referência para o acolhimento das demandas em saúde da população jovem, permitirá o salto qualitativo das atividades de promoção da saúde e prevenção das DST/aids. Dessa forma, adolescentes e jovens poderão vivenciar processos individuais e coletivos de apropriação de conhecimento, na perspectiva da construção da autonomia e de seu projeto de vida, bem como do cuidar de si e do outro. Finalidades do Projeto • Incentivar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde sexual e saúde reprodutiva, com a redução da incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e da infecção pelo HIV na população jovem; · Ampliar parcerias entre escola, instituições governamentais e instituições não governamentais visando à integração de esforços para a formação integral do educando; • Fomentar a participação juvenil para que adolescentes e jovens possam atuar como sujeitos transformadores da realidade; • Apoiar ações de formação continuada para profissionais de educação e saúde, a fim de responder às diferentes situações relacionadas à vivência da sexualidade no cotidiano dos adolescentes e jovens escolarizados; • Contribuir para a redução da incidência de gravidez não planejada na população adolescente e jovem; • Contribuir para a redução da evasão escolar relacionada com a gravidez na adolescência; • Ampliar os recursos para que a escola desempenhe seu papel democrático no respeito e convívio com as diferenças; • Fomentar a inserção das temáticas relacionadas à educação no campo da sexualidade no cotidiano da prática pedagógica dos professores; • Promover a ampliação da capacidade de acolhimento das demandas de saúde da população jovem nas Unidades Básicas de Saúde; • Constituir uma rede integrada saúde-educação para colaborar na redução dos agravos à saúde da população jovem; • Promover o diálogo na família, na comunidade e integrá-las ao Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas; • Desenvolver ações inclusivas para pessoas com necessidades educacionais especiais, de modo a favorecer a vivência da sua sexualidade com autonomia e proteção social; · Promover a elaboração de materiais didático-pedagógicos que possibilitem a acessibilidade de jovens com deficiência auditiva e visual, prevendo a publicação desses materiais em braille. Além disso, os atendimentos de educação e saúde devem incluir intérpretes; • Construir redes para a troca de experiências entre participantes do projeto nos diversos estados e municípios brasileiros; • Contribuir para a sustentabilidade das ações de promoção da saúde e prevenção nas escolas, visando a consolidar políticas públicas de proteção à adolescência e à juventude brasileiras. _______________________________________________________________ Programa Saúde na Escola (PSE) O Programa Saúde na Escola (PSE) foi instituído pelo Decreto Presidencial nº. 6.286, de 05/12/2007. Posteriormente foram publicadas portarias que estabeleceram recursos financeiros para municípios que aderirem ao PSE, e listaram os que podem assinar o termo de adesão. Princípios organizativos do PSE: • Promoção da atenção integral à saúde; • Integração e articulação permanente entre as políticas e ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar, envolvendo a Estratégia de Saúde da Família e da Educação Básica; • Constituição de territórios de responsabilidade entre escolas estaduais e municipais e equipes de saúde da família. São 5 (cinco) os componentes do PSE: 1. Avaliação das condições de saúde; 2. Promoção da saúde e prevenção; 3. Educação permanente e capacitação dos profissionais da educação e da saúde e de jovens para o Programa Saúde na Escola; 4. Monitoramento da avaliação da saúde dos estudantes; 5. Monitoramento e avaliação do Programa Saúde na Escola. O SPE integra o componente 2 - Promoção da Saúde e Prevenção, o qual tem como objetivo: • Ações de segurança alimentar e promoção da alimentação saudável; • Promoção das práticas corporais e atividade física nas escolas; • Educação para a saúde sexual, saúde reprodutiva e prevenção das DST/Aids (Saúde e Prevenção nas Escolas); • Prevenção do uso de álcool, tabaco e outras drogas; • Promoção da cultura de paz e prevenção das violências. Ressalta-se que qualquer município pode implantar o SPE, mas o PSE pode ser implantado apenas naqueles que atendam aos critérios estabelecidos em portaria do Ministério da Saúde. Inicialmente a portaria lista os municípios que têm direito ao PSE e estes deverão assinar o termo de adesão caso tenham interesse em implantar o programa no seu território. _______________________________________________________________ Grupo Gestor Estadual (GGE) O Grupo Gestor Estadual (GGE) é formado por representantes de diversas esferas governamentais e não-governamentais. As diversas representações atuam no sentido de concretizar as ações planejadas visando a implantar o SPE no estado, tanto nas ações do GGE quanto no âmbito de suas organizações. Atualmente o GGE conta com as seguintes participações: Sesab - Programa Estadual de DST/Aids; Sesab - Área Técnica do Adolescente e do Joven (ASAJ); Instituto Anísio Teixeira (IAT); Secretaria de Educação e Cultura (SEC), Centro de Referência do Adolescente (CRADIS); Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV+ (RNP+); Rede Nacional de Jovem HIV+ (RNP+); Associação dos Professores do Estado da Bahia (APLB); Rede de Protagonismo Juvenil (RPJ); Intercâmbio Brasil Moçambique; GAPA; Unicef; Pathfinder. O GGE da Bahia foi formalizado por meio da portaria Portaria nº 2666 de 08 de outubro de 2007. | GGE-BaAqui esta o nosso Blog, onde será possível ficar por dentro de tudo que acontece no SPE no estado da Bahia ArchivesNoviembre 2011 Categories |

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